Entre as ruas, as calçadas, os degrais
As portas, as casas, os prédios
Pelas portas, portões, janelas
Dentre a poluição, as nuvens cinzas, o céu
As pessoas, os carros, o barulho
Buzinas, músicas, sussurros
O meu sonho, pensamentos e angústias
Na saudade que eu sinto, na falta que você me faz
Pelas luzes, janelas e postes
Pelas pessoas que vêm e vão, pelas que ficam.
Pelo metrô, pelo Paraíso, pelo viaduto...
...você está sempre aqui.
Café, mau humor e afins
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Eu sei, mas não devia...
"A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. "
Marina Colasanti
Marina Colasanti
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O apanhador no campo de centeio
"I have to come out from somewhere and catch them. That's what I'd do all day. I'd just be the catcher in the rye and all. I know it's crazy, but that's the only thing I'd really like to be. I know it's crazy."
Holden Caulfield
J.D. Salinger morreu hoje, aos 91 anos.
Holden Caulfield
J.D. Salinger morreu hoje, aos 91 anos.
domingo, 24 de janeiro de 2010
3 da manhã
"itza diz:
e depois desistiu
sei la
bad
rubens diz:
sei la, sabe...é foda, é triste
é muito triste
a realidade
itza diz:
?
rubens diz:
sei la
o jeito como vc gostaria que as coisas fossem e como elas realmente são
e a frustração envolvida nesse processo
itza diz:
sim
por isso que cansei de procurar
rubens diz:
cansa, né?
no fim vc só quer algo sincero
e não digo nem de amor, sabe? vc só quer alguém que esteja lá quando vc precisar
itza diz:
sim!
segurança
rubens diz:
e é isso mesmo, sabe
é o que eu penso
vc cansa de ficar vivendo...cansa de ser frustrado
cansa de ser triste
de não ter o que quer
itza diz:
sim
cansa de tentar fugir dos padroes
rubens diz:
aham
vc só vive a sua vida
pensei nisso quando assistia a um filme ontem
penso nisso quando penso em são paulo
você só é mais um no meio da massa
itza diz:
é..
impessoalidade
rubens diz:
total
vc vira um cinza
itza diz:
fato
rubens diz:
triste, né?
a vida passa e perde as cores
vai desbotando
itza diz:
ou a gente que faz elas se perderem
rubens diz:
a vivência faz, sabe?
pq não dá pra viver num mundo colorido a vida inteira
itza diz:
sim
a realidade é meio cruel"
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O que você vai ser quando crescer
Vai entender os rumos que a vida toma, não é? Quando a gente é pequeno, o mundo parece um leque infinito de possibilidades. Eu já quis ser jogador de futebol, herói, cowboy. Mas o tempo passa e a gente cresce. Não somos tão bons no futebol, nem tão fortes para ser herói, nem tão corajosos para ser cowboy. Crescemos, ficamos velhos e juntamos mágoas de tudo que nós poderíamos ser. Ao longo do tempo, incorporamos essas mágoas a nós mesmos e o que antes era possível, agora não mais é. Sonhar não é mais possível. Criamos responsabilidades, necessidades, finalidades. Escolhemos cores para a cortina de estar e passamos cheques. Dizemos não. O tempo todo.
Você se lembra de quando te perguntavam "O que você vai ser quando crescer...?"
Eu acho que somos a incorporação do que não fomos e do que poderíamos ser. Das escolhas que fizemos e das portas que fechamos, do tempo que passou e da idéia de que agora é tarde demais.
Não digo isso com dor ou pesar, eu não digo que sou infeliz com o que me tornei, mas acho que a resposta que você escutaria de mim mesmo quando criança não tem absolutamente nada a ver com o que sou agora.
Você se lembra de quando te perguntavam "O que você vai ser quando crescer...?"
Eu acho que somos a incorporação do que não fomos e do que poderíamos ser. Das escolhas que fizemos e das portas que fechamos, do tempo que passou e da idéia de que agora é tarde demais.
Não digo isso com dor ou pesar, eu não digo que sou infeliz com o que me tornei, mas acho que a resposta que você escutaria de mim mesmo quando criança não tem absolutamente nada a ver com o que sou agora.
sábado, 3 de outubro de 2009
Adeus
Dor é ter o dia perfeito e ter que ver a noite
Dor é ter a pessoa perfeita e virar as costas
Dor é ter você e ter que dizer adeus
É provável que você não entenda
E é compreensível que você me odeie
Eu só queria dizer que sinto muito
Que é melhor
Assim eu espero que seja,
Eu sinto muito
Adeus.
Dor é ter a pessoa perfeita e virar as costas
Dor é ter você e ter que dizer adeus
É provável que você não entenda
E é compreensível que você me odeie
Eu só queria dizer que sinto muito
Que é melhor
Assim eu espero que seja,
Eu sinto muito
Adeus.
sábado, 12 de setembro de 2009
E eu estou aqui
Escolha entre o sim ou não. O resto é consequência de tudo aquilo que foi escolhido.
Deveria ter te abraçado mais forte?Acho que sim...porque, por mais que nosso abraço tenha sido longo e apertado, não tem um instante em que eu não pense no quanto eu queria ter você por mais um minuto que seja.
O fato é que nós sempre escolhemos, mas nunca pensamos totalmente no que aquela escolha nos levou. É um mar de incertezas, sabe? Mas depois que você chega a um porto, esquece a viagem.
É cultural esse pensamento imediatista das pessoas?Não sei. Analisando a minha vida, acredito que existam três ou quatro momentos definitivos para explicar quem sou hoje. E nesses momentos eu escolhi. Não o que era melhor ou pior, mas o que era sincero para mim. O que fazia sentido fazer. Foram escolhas racionais?Não, não mesmo. E é isso uma das coisas que mais adoro na vida: poder escolher o caminho escuro com névoas e árvores assustadoras em vez do bosque com campos verdes e folhes. Escolheria denovo? Não sei. Cada escolha é feita sob uma determinada e única condição. É como aquela frase célebre "É como atuar numa peça sem nunca ter ensaiado". A vida não permite ensaios...e eu só fui descobrir isso às 4:32 da manhã, voltando para casa bêbado.
E não me arrependo de(quase) nada que fiz. Eu estou aqui.
Deveria ter te abraçado mais forte?Acho que sim...porque, por mais que nosso abraço tenha sido longo e apertado, não tem um instante em que eu não pense no quanto eu queria ter você por mais um minuto que seja.
O fato é que nós sempre escolhemos, mas nunca pensamos totalmente no que aquela escolha nos levou. É um mar de incertezas, sabe? Mas depois que você chega a um porto, esquece a viagem.
É cultural esse pensamento imediatista das pessoas?Não sei. Analisando a minha vida, acredito que existam três ou quatro momentos definitivos para explicar quem sou hoje. E nesses momentos eu escolhi. Não o que era melhor ou pior, mas o que era sincero para mim. O que fazia sentido fazer. Foram escolhas racionais?Não, não mesmo. E é isso uma das coisas que mais adoro na vida: poder escolher o caminho escuro com névoas e árvores assustadoras em vez do bosque com campos verdes e folhes. Escolheria denovo? Não sei. Cada escolha é feita sob uma determinada e única condição. É como aquela frase célebre "É como atuar numa peça sem nunca ter ensaiado". A vida não permite ensaios...e eu só fui descobrir isso às 4:32 da manhã, voltando para casa bêbado.
E não me arrependo de(quase) nada que fiz. Eu estou aqui.
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